domingo, 18 de setembro de 2011

Vovós no Japão, usam internet para combater solidão


Há 15 anos, uma sensação de isolamento cada vez maior causada pelo envelhecimento levou Kayoko Okawa, então com 66 anos, a procurar um centro local de voluntários e perguntar timidamente se alguém da idade dela poderia criar uma comunidade online para idosos. Hoje, a enérgica Okawa é presidente do "Grupo das Avós do Computador", e diz que usar a internet pode aliviar a solidão. Em um momento em que cresce o número de idosos que vivem sozinhos no Japão, a web também pode evitar uma morte solitária - que muitas vezes passa despercebida por longos dias.

Quando teve a ideia, Okawa foi rejeitada por muitos grupos, com comentários do tipo "não há como uma vovó como você fazer uma coisa assim". Mas as perguntas hesitantes da japonesa terminaram por ser respondidas com entusiasmo o amistoso e os conselhos por dois jovens, que imediatamente se ofereceram para ajudar a montar a rede e imprimir cartões de visita para a fundadora.

Defendendo um maior uso da tecnologia da informação pelos idosos, as "Vovós da Computação", grupo que hoje congrega mais de 250 japoneses - incluindo homens, apesar do nomes. Eles promovem duas aulas mensais para ensinar os idosos a usar a internet, e também operam uma lista de discussões que se tornou uma movimentada comunidade online.

"Suponho que a expansão aconteceu porque todo mundo se sentia solitário. É um momento da vida em que todos, homens e mulheres, se sentem um pouco sozinhos", disse Okawa. "A verdade é que todo mundo independente da idade se sente um pouco sozinho", continua.

Quando Okawa começou sua jornada, os computadores pessoais ainda eram bem caros, com preços de mais de 600 mil ienes (7,8 mil dólares em dinheiro atual), bem além do alcance dos aposentados. Ela e um grupo de voluntários solicitaram doações de computadores usados a empresas, e conseguiram o que precisavam em uma visita à subsidiária japonesa da Microsoft. "Entrar no depósito deles foi como entrar em uma caverna do tesouro", relembra Okawa.



quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Depressão e envelhecimento, existe uma relação

Por outro lado, as transformações que o corpo sofre no processo de envelhecimento, podem vir acompanhadas de uma série de desbalanços químicos cerebrais que desencadeiam doenças diversas tais como demências, outros processos degenerativos e também transtornos depressivos.
 

Muito se tem estudado sobre a depressão, pois é muito comum. Alguns estudos estimam que até 20% da população em algum momento experimentará um episódio depressivo significativo ao longo da vida. As mulheres e os idosos são mais propensos à doença. Além de ser comum, é uma doença mental que costuma ser recorrente e com potencial de causar sérios problemas e limitações para a vida do paciente. Sabe-se que a depressão não costuma ser um problema com uma única causa. Pode-se ficar deprimido por circunstâncias externas adversas intensas e prolongadas como problemas familiares, luto, desemprego, frustrações, violência, abandono ou por adversidades físicas transitórias ou crônicas, como infarto, acidente vascular cerebral, doenças reumatológicas, câncer etc. Por todas essas razões, os idosos são mais vulneráveis ao desenvolvimento de quadros depressivos. Por viverem mais, sofrem maior exposição a todas as situações de risco citadas e, além do mais, têm um organismo mais suscetível às alterações cerebrais associadas à depressão. Ainda que seja comum, a depressão também não pode ser banalizada. É um diagnóstico médico e deve ser avaliada com seriedade. Depressão não é só “estar triste”. Tristeza é um sentimento comum que todos os seres humanos experimentamos. Quando passamos por qualquer situação de perda ou de um desejo não alcançado, é natural sentirmos tristeza. Entretanto, esse sentimento passa a ser patológico, isto é, doentio, quando atinge uma intensidade e/ou um tempo de duração excessivos, ao ponto de comprometer o funcionamento normal da pessoa, ou seja, quando passa a “atrapalhar” a vida normal.

No caso dos idosos, a depressão é muitas vezes pouco diagnosticada porque freqüentemente não se apresenta com os evidentes sintomas de perda de prazer pelas atividades antes agradáveis, alterações de sono e apetite e os sentimentos de tristeza marcante.

Nos idosos, esses sintomas podem ou não estar presentes, mas vários outros também são encontrados: sentimentos de inutilidade e desesperança; sintomas físicos inexplicáveis apesar de os exames serem normais; lentificação dos movimentos e do raciocínio; apatia, alterações de memória e da concentração; irritabilidade, inquietação, indecisão, baixa auto-estima; cansaço intenso, perda de energia; diminuição do desejo sexual, sentimentos de culpa… Além disso, tudo podem surgir sintomas que beiram os delírios, crenças irreais, idéias de falência sobre si mesmo, o desejo de morte e até atos auto-agressivos elaboração do suicídio.

Nem sempre, diante de quadros depressivos em idosos, é fácil diferenciar uma situação de depressão “pura” do início de um processo de demência, por exemplo, de doença de Alzheimer. No início dessa doença os sintomas tendem a se sobrepor. Nessas situações o acompanhamento por um geriatra pode ser muito importante para orientar a família e propor tratamentos individualizados. Muito se tem a fazer por um idoso com depressão. O tratamento, que inclui remédios – há diversas classes de medicamentos –, deve abordar também as outras esferas do ser humano: o suporte familiar, a prática regular de atividade física, a participação em grupos sociais e religiosos, o desenvolvimento de aptidões artísticas e manuais e a psicoterapia.

Todos esses aspectos do tratamento têm igual importância. Em relação aos remédios, alguns cuidados devem ser tomados: devem ser sempre prescritos pelo médico e o paciente deve seguir as dosagens propostas, referindo ao médico os efeitos colaterais e sendo persistente porque, em geral, os efeitos benéficos só são sentidos após mais de um mês de tratamento. 

A depressão é, portanto, uma doença clínica comum, especialmente na população idosa. Precisamos estar atentos ao fato e não atribuirmos tais sintomas ao envelhecimento normal. Esses aspectos precisam ser abordados nas consultas de rotina e, quando tratados, podem melhorar significativamente a qualidade de vida. Afinal, é verdade que a vida se transforma, mas, como diz a canção, “saudade, sim, tristeza, não”! 

Por Dra. Luciana Pricoli Vilela, medica especializada em Clínica Geral e Geriatria pela Universidade de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Clínica Médica e Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. 

Luciana Pricoli Vilela Médica Geriatra e Clínica Geral - CRM/SP 116.078 www.pricolivilela.com.br e www.ageriatra.blogspot.com

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Jovem feliz, idoso saudável

A saúde é um bem inestimável e que deve ser preservado desde que nascemos. Sábado, 27 de fevereiro lembramos o dia do idoso.
A população brasileira está envelhecendo. Dados do IBGE no período de 1980 até 2009 apontam um crescimento de 2,66 pontos percentuais na população de idosos.
A estimativa é que daqui há 15 anos nosso país será o sexto em maior número de idosos. Como envelhecer faz parte da viagem da vida e é inevitável o ideal é atingirmos a longevidade com muita saúde e disposição.


Mas como?

Diante da vida agitada que temos e de tantas responsabilidades fica difícil prever como estará nossa saúde e estado de espírito ao alcançarmos a terceira idade.
Maria Cristina Diniz, professora da Faculdade de Medicina de Petrópolis trabalha há mais de uma década com idosos, afirma que há preocupações importantes que devemos ter para mantermos nosso corpo funcionando perfeitamente ao longo dos anos:

“É crucial não fumar, não usar drogas ilícitas ou abusar das lícitas, manter desafios intelectuais e cognitivos constantemente, praticar exercícios e fazer check-ups sempre”, afirma a professora.

Corpo são, Mente sã

Embora os hábitos alimentares e a pratica de exercícios sejam fatores decisivos para uma vida saudável, nossa mente também precisa de atividade constante.
Segundo a professora Maria Cristina:

“A leitura com interpretação, o aprendizado de novas línguas ou instrumentos, a prática de atividades sociais e atividades que trabalhem a coordenação, como dança e trabalhos manuais devem ser praticados sempre, até durante a velhice, pois essas atividades ajudam a manter as capacidades motoras e cognitivas quando idosos”.

Envelhecer com saúde é o melhor bem que você pode fazer a si mesmo. Acha que o assunto não lhe diz respeito? Não espere demais até iniciar sua mudança de hábito. A professora Maria Cristina finaliza sua colaboração ao Blog da Saúde com uma frase muito sábia, vale refletir:

“Ser doente envolve muito mais do que ter uma doença biologicamente sabida e estudada. O envelhecimento é fisiológico e natural e precisamos aprender a entendê-lo, o que não pode acontecer é o envelhecimento e empobrecimento de espírito.”

Extraído de: http://www.blogdasaude.com.br/saude-fisica/2010/02/26/jovem-feliz-idoso-saudavel/

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Direito dos Idosos

Estatuto do idoso e os Planos de Saúde (1 vídeo)



Direitos dos Idosos (3 vídeos)







Estatuto do Idoso (3 videos)








Julgamento STF - Crime contra idosos (1 vídeo)



Extraído de: www.jurisway.org.br

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Estudo aponta sete medidas para evitar Alzheimer‏

Pesquisadores americanos divulgaram a lista de sete medidas que poderiam evitar milhões de casos do mal de Alzheimer em todo o mundo.


Os sete fatores são ligados a estilo de vida: não fumar, ter uma dieta saudável, prevenir o diabetes, controlar a pressão arterial, combater a depressão, fazer mais atividades físicas e aumentar o nível de educação.


De acordo com o estudo dos cientistas da Universidade da Califórnia, em São Francisco, a metade dos casos da doença no mundo se devem a falta destas medidas de saúde e basta uma redução de 25% nos sete fatores de risco para evitar até 3 milhões de casos.
Os detalhes da investigação foram divulgados na revista científica The Lancet e apresentados na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, que ocorre em Paris.
Causas
As causas do mal de Alzheimer, forma mais comum de demência, ainda não são totalmente conhecidas. Mas, os estudos demonstraram que vários fatores estão ligados à doença, incluindo fatores genéticos, idade e estilo de vida.
Pesquisas já realizadas mostraram que vários fatores de risco podem ser modificados para evitar a doença, como por exemplo, doenças cardiovasculares, níveis de atividade física, estímulo mental e dieta.
Mas, até o momento, não estava claro até que ponto uma pessoa poderia evitar o Alzheimer modificando algum destes fatores de risco.
Para conseguir esta resposta, os pesquisadores usaram um modelo matemático sobre os riscos do Alzheimer no mundo todo.
Com este modelo, os cientistas calcularam a porcentagem global de casos de Alzheimer que poderiam ser atribuídos a diabetes, hipertensão, obesidade, tabagismo, depressão, baixo nível de educação e falta de atividade física.
Os resultados mostraram que a metade dos casos da doença no mundo parecem ser causados por estes fatores, que estão ligados ao estilo de vida e podem ser modificados.
Educação
O fator que parece causar a maior porcentagem de casos da doença, segundo os pesquisadores, é o baixo nível educacional (19%), seguido pelo tabagismo (14%), falta de atividade física (13%), depressão (11%), hipertensão na meia idade (5%), obesidade na meia idade (2%) e diabetes (2%).
Juntos, estes sete fatores de risco contribuem para os 17,2 milhões de casos de Alzheimer no mundo, o que corresponde a 51% dos casos globais da doença.
"Nos surpreendeu descobrir em nosso modelo que os fatores de estilo de vida, como o baixo nível educacional, falta de atividade física e tabagismo parecem contribuir para um número maior de casos de Alzheimer do que as doenças cardiovasculares", disse Deborah Barnes, que liderou o estudo.
"Mas isto sugere que mudanças relativamente simples no estilo de vida podem ter um impacto dramático no número de casos de Alzheimer no decorrer do tempo", acrescentou.
A pesquisadora destacou, no entanto, que estes são apenas cálculos matemáticos e serão necessários estudos mais amplos em várias populações para comprovar estes dados.
Mesmo assim, segundo os pesquisadores, estes cálculos são uma "suposição importante " e qualquer coisa que ajude a evitar a grande carga que esta doença significa para os serviços de saúde é positiva.


Sete passos para evitar Alzheimer

Praticar mais atividade física
Não fumar
Ter uma dieta saudável
Controlar a pressão arterial
Evitar o diabetes
Combater a depressão
Aumentar o nível de educação
  

Extraído de : http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/07/110720_alzheimer_prevencao_fn.shtml

domingo, 4 de setembro de 2011

Energia para as atividades diárias





Muitos idosos sentem que, com o passar do tempo, a energia para as atividades diárias diminui e, o que antes levava 15 minutos para ser realizado, agora leva o dobro. Porém, essa notícia, ao invés de preocupar o idoso, deveria apenas servir de alerta para que seu dia seja planejado da melhor forma possível, conservando assim sua energia.

Seguem abaixo algumas dicas de como fazer isso e ainda mais, protegendo suas articulações daquelas tarefas que deixam o corpo dolorido ao final do dia.

1) Ao realizar a limpeza da casa, divida as tarefas em dias, por exemplo: lave o banheiro na segunda e na terça limpe a sala e assim por diante;
2) Intercale as atividades diárias entre leves e pesadas, por exemplo: passe a roupa e, na próxima tarefa, lave uma louça pequena;

3) Dê períodos de 15 minutos de descanso entre as atividades;

4) Programe-se para sair de casa 15 minutos antes do previsto, assim você poderá andar com calma, sem se cansar muito ou correr o risco de sofrer uma queda;

5) Mantenha os produtos da casa na linha dos seus olhos ou abaixo para evitar subir em banquinhos que, geralmente são instáveis e podem propiciar a queda;

6)  Descarregue o peso nas pernas de maneira alternada quando a tarefa for realizada em pé;

7)Faça as compras pequenas, ao invés de todas de uma só vez, principalmente quando não se depende do transporte público. Lembre-se que equilibrar as sacolas nas duas mãos é bom, porém, quando se é idoso é bom também ter uma das mãos livres, caso você se desequilibre, andando na rua.



Juliane de Lemos Armada Ramos(Fisioterapeuta, mestranda emGerontologia pela UNICAMP e especializada em Fisioterapia em Gerontologiapelo HCFMUSP).